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quinta-feira, 5 de maio de 2011

JANELAS





Não foi sonâmbula que eu te vi, oh Deus.
uma estátua em pátina num altar quebrado
foi numa tarde morna entre as brumas do mar
em frente a minha casa.


Nem foi nos livros ou nas palavras
compactadas dos versículos.
Foi porque sopravas no ar de mim tão perto.
E eras quase corpóreo:
-trouxe-te aqui para falar contigo.


Combinamos coisas diversas,
de um lado, que eu tivesse calma,
de outro tu me enches de esperança.


O mar estava calmo,
as pessoas se divertiam.
na paisagem a minha frente vária
janelas se abriam
apresentando-me o futuro.

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