Aquarela
Hoje ouvi a voz do silêncio
tirando-me as palavras
que se repetem metálicas ao meu ouvido.
Um movimento da brisa,
trouxe-me as verdades eternas.
E um novo dia fez-se sentido.
A rosa atômica é a anti-rosa pálida, posterior àquela rosa que abria o teu dia. A anti-rosa defende a terra pelas visualizações das ionosferas. A anti-rosa é negra, aturdida, seu perfume veio de estrelas desfeitas em pó sobre o mar. A anti-rosa espera sem gramas no jardim.
terça-feira, 10 de maio de 2011
quinta-feira, 5 de maio de 2011
JANELAS

Não foi sonâmbula que eu te vi, oh Deus.
uma estátua em pátina num altar quebrado
foi numa tarde morna entre as brumas do mar
em frente a minha casa.
Nem foi nos livros ou nas palavras
compactadas dos versículos.
Foi porque sopravas no ar de mim tão perto.
E eras quase corpóreo:
-trouxe-te aqui para falar contigo.
Combinamos coisas diversas,
de um lado, que eu tivesse calma,
de outro tu me enches de esperança.
de um lado, que eu tivesse calma,
de outro tu me enches de esperança.
O mar estava calmo,
as pessoas se divertiam.
na paisagem a minha frente vária
janelas se abriam
apresentando-me o futuro.

O SILÊNCIO
Comecei a buscar a Deus
e vi que meus lábios eram impuros;
busquei encontrar a Deus
e vi que meu coração estava triste.
Continuo a buscá-Lo
com a sede dos animais marinhos
e como as corças suspiram
pelas margens.
Salva da tempestade,
paredes do meu quarto
guardam o silêncio
em que Ele começa
a falar comigo.
OS CUIDADOS

A VISITAÇÃO
Deus este aqui.
-Onde?
Onde o perdi.
Dele sei ser apenas o princípio,
Daquele por quem vim e busco,
Como Ele busca a mim.
- Ver Deus é o sonho prometido ao mundo.
Para Ele as paredes estão vestidas de cortinas
e na sala de visitas Sua presença é incontida.
Ah , tua presença enorme
-onde agora?
com as rosas,
-medidas de Teu carinho.
Caminhos a Ti me levam
à solidão dos palácios
em que as résteas apenas avisam
que cheguei muito depois de Tua partida.
quarta-feira, 4 de maio de 2011
LEVANTA E ANDA

Não tenho ouro nem prata
mas trago a ternura
desta palavra- espada:
Levanta!
Soube que vivias
entre os pórticos e as calçadas
como um apátrida
e que no Templo
nada mais sonhavas:
anda!
Ainda hoje
teus sonhos estarão inscritos
em letras grandes
nas telas do universo
onde também estarão
grafados para tua memória
estes versos.
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